As pessoas, quando começam relacionamentos, já vão logo preocupando: “Posso ver seu exame de sangue?”.
Até acho que o afamado exame tem que ser pedido. Porém, a gente tem que pedir tanta coisa antes dele.... Na minha opinião, antes de deixar um mocinho entrar nas nossas vidas, a gente devia pedir um Atestado de Sanidade Mental, sabem? Ou, pelo menos, uma certidão de antecedentes criminais (as advogadas vão me entender, rs). Serviria, pra começar, que o mocinho respondesse um questionário básico de 10 perguntas:
Vc é mal educado?
Vc bebe e fica achando que eu tenho que cuidar de você?
Vc vai querer beijar minhas amigas algum dia?
Vc consegue entender, com segurança, que eu trabalho/estudo (e muito!)?
Vc consegue compreender que eu tenho amigos do sexo masculino?
Vc consegue entender que sua mãe não é Me. Teresa de Calcutá?
Vc consegue assistir, pelo ou menos, a um filme por ano sem guerras, tiros e sangue?
Vc é capaz de entender que sua “amiga” te ligar às 3 da manhã é motivo para insatisfação?
Por fim (e pense bem na resposta): Você irá ou pretende me chifrar? (Essa é boa, né? Até parece que eles vão responder que sim! Mas sempre tem o mocinho fã do relacionamento aberto... Melhor eliminar desde já.)
Passada essa fase, vem a parte clínica: nada de exame de sangue!!! Ao invés disso, deveria ser pedido um Atestado de Sanidade Mental para evitar casos tais como:
1) Transtorno Obsessivo Compulsivo: você não pode dar um passo sem o mala do seu mocinho te ligar 200 vezes. Aliás, todas as teclas de discagem rápida do celular dele estão cadastradas com o seu número. O cara te liga da Argentina, 3 da manhã (mesmo estando a beijar outra mocinha). Da primeira vez é lindo, mas a partir da 20ª você já está se sentindo "stocked", e quando você ouve a voz da mocinha no fundo o diagnóstico se confirma. Stocker! A obsessão dele é te ligar!
2) Síndrome de Peter Pan: O mocinho já está caindo de maduro, mas acha que é uma eterna criança. Basta beber alguns chopes com os amigos que sai logo pulando em cima do amigo gordinho pra fazer montinho (pra quem não sabe, montinho é quando os mocinhos resolvem se empilhar sobre um amigo com o único intuito idiota de ... Qual é mesmo o objetivo????)
3) Complexo de Édipo: A mãe dele está sempre certa. Ela é uma santa! Vocês viajam e ela fica no mesmo quarto que vocês (não é no mesmo hotel não, é no mesmo quarto! entendeu?), vocês vão ao cinema e ela vai também, vocês saem pra jantar e ela está com uma foooome! Obviamente seu namoro já começou terminado, pois você não é a mãe dele, rs.
4)Esquizofrenia: De repente, aquele mocinho bonzinho e educado te manda para "aquele lugar". Você, de repente, passa a ser tratada como um mocinho. O mocinho fez de você um mocinho. Você virou amigo e, o próximo passo, sendo que ele te enxerga como tal, será te contar quem ele está pegando. Em outras palavras: ele enxerga o que você não é, sacou?
5)Paranóia: O mocinho sempre acha que você o está sufocando, mas, ao mesmo tempo, você o está traindo (às vezes, com o melhor amigo dele; às vezes com o seu melhor amigo; até com a sua melhor amiga é possível, vai saber!). O mundo está contra o mocinho e você é a capitã do batalhão que foi criado pra persegui-lo.
6) Depressão: O mocinho está cansado do trabalho, a empresa o está sugando, o chefe é um mala!Aí ele fica triste, não quer mais sair com você, não tem ânimo pra nada! Curiosamente, os mocinhos portadores desse mal imediatamente se curam quando o amigo liga chamando pra tomar uma. Remédio baratinho, né?.
Sendo assim, penso que vale a pena observar antes de entrar numa fria.
Então, mocinha, olhe bem pro seu mocinho... Qual é o diagnóstico dele????
junho 22, 2009
junho 20, 2009
Festa Graças a Deus!

* Embola aí que cabe todo mundo na foto!
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Festa Graças a Deus: Duas mulheres peladas dançando no palco vestidas de capeta. Unbelievable!
Graças a Deus eu não fui de carro...
Graças a Deus a cerveja estava estava gelada...
Graças a Deus não encontrei nenhum ex-namorado...
Graças a Deus ninguém encontrou ex-namorado (a)...
Graças a Deus eu não falo mal de ninguém... (e nem falo bem, rs)
Graças a Deus até as mulheres peladas dançando têm celulite....
Graças a Deus existe gente que compartilha a mesma opinião que eu sobre certos assuntos e pessoas...
- E aí James? Se deu bem! (ironicamente)
- Já peguei uma! To querendo pegar a segunda, mas pqp, não consigo! (sem comentários)
- É uma morena?
- Não, ela é loira... não é não?
- De luzes?
- É! Luzes vencidas.
- Vocês são casados?
- Sim, somos!
- Casar é bom. Muito bom... Melhor que morrer queimado! (homem de 60 com mocinha de 30 - rachei de rir)
Graças a Deus eu estou desinteressada...
Graaaaaaaças a Deus!
junho 18, 2009
Casar???

Texto de mocinha (comentado por mocinho)
Mocinha: Eu não quero casar. Agora não. Acredite ou não. E me preocupa não querer casar. Eu deveria querer, sabe?A verdade é que eu tenho medo de querer ( e tenho medo de não querer) e adoraria ser uma dessas mocinhas que vivem imaginando seus casamentos com cores, flores e doces.
Mocinho: hmmmmm.... entendi.
Mocinha: Eu não. Não quero casar. Acho que não quero agora e até a um tempo atrás eu queria. Achava bonito, sei lá. Mulher casada pode parar de procurar. Ninguém me contou o tanto que é difícil casar. Eu percebi sozinha. Não pelo casar em si. O difícil é continuar casada.Ninguém conta pros noivos o tanto que é chato comer bolo de chocolate o resto da vida (mesmo que esse seja o seu bolo preferido,rs). E bolo de chocolate não é (só) sexo. Bolo de chocolate é rir das mesmas piadas, é acordar todo dia junto, é ter que consertar goteira, limpar geladeira, lavar frigideira, pagar faxineira e não falar nenhuma asneira pra não irritar o ser de luz que conviver ao meu lado! rs
Mocinho: Eu quero casar. Quando? Sei lá... Eu descobri na prática o quanto é difícil casar. Aliás, comer bolo de chocolate o resto da vida é uma delícia - vc precisa rever seus conceitos. E casar apenas pra parar de procurar é um péssimo negócio - já está fadado ao fracasso.
Mocinha:Eu gostaria muito de ter vontade, novamente, de casar. Essa vontade é boa. É como se fosse esperar um brinquedo no Natal que nunca chega e, quanto menos ele chega, mais a gente quer... Coisa de Mulher né?
Mocinho: Mas pra casar, tem que ser com a pessoa certa - esse erro eu não cometo mais! Tem que ter as mesmas filosofias de vida, objetivos semelhantes, paciência, respeito, etc etc... Tudo que eu já te falei em outras conversas. Quando eu descobrir que a pessoa é AQUELA, não vou pensar 2 vezes!!
Mocinha: Se algum dia eu quiser eu falo. Até lá eu tô assim:dá pra ser feliz?
Mocinho: Respondendo a sua pergunta: dá sim pra ser feliz, e namorar por namorar é ótimo!!!
Mocinha: Coisa que eu não tenho há muito tempo - namorado só pra namorar, ou seja, namorado normal - sem casamento no meio e sem essas conversas de bens, de lei, de data e igreja e família e apartamento. Namorado pra namorar. Assim: eu tenho namorado. Não estou noiva, nem moro junto, nem preciso de contrato de união estável. Se eu quiser, quando eu quiser, se alguém me quiser, e se eu quiser alguém, eu CASO!
Mocinho: Então vc quis esclarecer que não quer casar.... ok!!! Juro que pensei justamente o contrário!!!
junho 17, 2009
Petição de um mocinho a Santo Antônio
Geeeeeeeennnte! Estou pasma! recebi o texto abaixo em forma de comentário, mas resolvi publicar como post. Eu não conheço pessoalmente o autor, mas tá aí um que, no mínimo, tem noção das coisas (ou será que não?). Anyway: apresento a vcs o texto do Sr. Eric Bustamante. Enjoy!
Sua Santidade Santo Antônio Casamenteiro,
Eric de Almeida Bustamante, brasileiro, SOLTEIRO*, interessado, residente e domiciliado no neste blog: http://ericbustamante.blogspot.com , relata e pede providências sobre o seguinte:
* Que já se casou, mas foi obrigado a separar-se por quebra de contrato.
O relator, hoje com 32 anos, informa que vive inserido em uma sociedade maluca na qual as mulheres com as suas loucuras me impedem de exercer a função a mim atribuída por Sua Santidade. Não consigo entender porque ainda sou enviado nessas missões kamikazes, já que as mocinhas pedem o que não estão preparadas para receber.
Elas pedem um homem atencioso, carinhoso, preocupado, que as elogie, abra a porta do carro, envie flores, chocolate, escreva poesias e goste de histórias de amor. Quando coloco todas essas “coisas” na minha bagagem e me apresento para o emprego, logo sou informado que não serei contratado, pois sou pegajoso, puxa-saco alem de uma “bichona”. Elas pedem um homem mais duro, que passe segurança, que as façam sentir-se desejadas, que faça realmente acender o tal fogo que tanto falam. Quando encho a minha mochila dessas coisas também não sou contratado, pois não passo de um bruto conquistador ou de um Dom Juan de Marco.Elas então passaram a exigir um homem que fosse uma mescla dessas qualidades. Fiquei até com dor na coluna para carregar a mala e a mochila ao mesmo tempo. Não deu outra, fui informado de que não seria contratado, pois era falso, irreal e até fui chamado de psicopata. Uma vez que estava sendo muito envolvente e só poderia estar querendo matá-la.
Sugiro a Sua Santidade que providencie com urgência um curso de autoconhecimento a todas essas mocinhas. Elas ainda não sabem o que querem, por isso nunca estarão satisfeitas com o que lhes é enviado.
Sua Santidade Santo Antônio Casamenteiro,
Eric de Almeida Bustamante, brasileiro, SOLTEIRO*, interessado, residente e domiciliado no neste blog: http://ericbustamante.blogspot.com , relata e pede providências sobre o seguinte:
* Que já se casou, mas foi obrigado a separar-se por quebra de contrato.
I – DOS FATOS
O relator, hoje com 32 anos, informa que vive inserido em uma sociedade maluca na qual as mulheres com as suas loucuras me impedem de exercer a função a mim atribuída por Sua Santidade. Não consigo entender porque ainda sou enviado nessas missões kamikazes, já que as mocinhas pedem o que não estão preparadas para receber.
II – DAS MALUQUICES
Elas pedem um homem atencioso, carinhoso, preocupado, que as elogie, abra a porta do carro, envie flores, chocolate, escreva poesias e goste de histórias de amor. Quando coloco todas essas “coisas” na minha bagagem e me apresento para o emprego, logo sou informado que não serei contratado, pois sou pegajoso, puxa-saco alem de uma “bichona”. Elas pedem um homem mais duro, que passe segurança, que as façam sentir-se desejadas, que faça realmente acender o tal fogo que tanto falam. Quando encho a minha mochila dessas coisas também não sou contratado, pois não passo de um bruto conquistador ou de um Dom Juan de Marco.Elas então passaram a exigir um homem que fosse uma mescla dessas qualidades. Fiquei até com dor na coluna para carregar a mala e a mochila ao mesmo tempo. Não deu outra, fui informado de que não seria contratado, pois era falso, irreal e até fui chamado de psicopata. Uma vez que estava sendo muito envolvente e só poderia estar querendo matá-la.
III – DAS SOLUÇÕES
Sugiro a Sua Santidade que providencie com urgência um curso de autoconhecimento a todas essas mocinhas. Elas ainda não sabem o que querem, por isso nunca estarão satisfeitas com o que lhes é enviado.
Belo Horizonte, 17 de junho de 2009, um dia qualquer.
junho 16, 2009
Separação de bens
Conheço um mocinho que só pode casar com separação de BENS. Vejam bem: Só pode! Não é "só quer" casar com separação de bens.
Eu às vezes acho que ele até queria dividir com alguém o peso de carregar a carga louca desses BENS, mas não pode! Difícil é achar quem queira fazer o BEM pro mocinho e não apenas dividir os BENS com o mocinho...
O problema é que entre BEM e BENS há um longo caminho semântico (e sentimental) a ser percorrido. Nesse caminho, ficam os pedaços BEM pequenininhos do coração, caquinhos catáveis, BEM visíveis, mas que não se pode colar: restos do BEM que espatifou...
Pensando BEM, conheço vários mocinhos assim...
Separação de Bens
Dalva Agne Lynch
VOCÊ FICA COM A RAZÃO.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.
VOCÊ FICA COM A VERDADE.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.
VOCÊ FICA COM O DIREITO.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo.
VOCÊ FICA COM O QUE É CERTO.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.
Você fica, meu amor.
EU SIGO.
Eu às vezes acho que ele até queria dividir com alguém o peso de carregar a carga louca desses BENS, mas não pode! Difícil é achar quem queira fazer o BEM pro mocinho e não apenas dividir os BENS com o mocinho...
O problema é que entre BEM e BENS há um longo caminho semântico (e sentimental) a ser percorrido. Nesse caminho, ficam os pedaços BEM pequenininhos do coração, caquinhos catáveis, BEM visíveis, mas que não se pode colar: restos do BEM que espatifou...
Pensando BEM, conheço vários mocinhos assim...
Separação de Bens
Dalva Agne Lynch
VOCÊ FICA COM A RAZÃO.
Eu fico com os dias ensandecidos
Com o vento nos seus cabelos
Com o canto final do sol
No dourado da sua pele.
VOCÊ FICA COM A VERDADE.
Eu fico com os raios da lua
Com os sussurros sem nexo
Os beijos loucos, dementes
Com a obsessão dos corpos.
VOCÊ FICA COM O DIREITO.
Eu fico com as horas de gozo
Com o ruído das folhas das árvores
Com seus dedos tecendo anseios
Na brancura do meu corpo.
VOCÊ FICA COM O QUE É CERTO.
Eu fico com a incerteza
Com a beleza do instante sem continuidade
Com o momento perdido entre as horas
Com a eternidade perdida no momento.
Você fica, meu amor.
EU SIGO.
junho 15, 2009
SOLIDÃO NÃO É PREJUDICIAL À SAÚDE
Recebi esse texto de autoria de Fabricio Carpinejar. Ele me foi enviado por uma amiga que, desconfio eu, anda meio desinteressada, rs.
Não sou daqueles que vê alguém isolado e pensa que está infeliz, exilado, apartado da sociedade. Se a pessoa persiste fora do grupo numa festa, no trabalho, numa poltrona, de repente está alegre consigo mesma. Alegre com sua solidão. Há uma necessidade cultural de puxar conversa com quem está calado. Como se a conversa fosse companhia. Como se falar fosse um favor.
Há a necessidade cultural de criticar quem mora com independência, como se fosse falta de opção. Há a necessidade cultural de chamar de coitado ou coitada quem não depende de um telefone para levantar os braços. Há a necessidade cultural de condenar a solteira e logo deduzir que não arrumou namorado por descrédito pessoal. E será que não é escolha?
Na tradição familiar, as tias sofriam o maior dos preconceitos. Só viravam tias por incompetência, caso não casassem. Há uma necessidade cultural de chamar para se divertir um filho que lê um livro no quarto. Será que aquilo também não é diversão? Escutei muito: 'vá brincar lá fora, tem sol'. Dentro não pode ter sol? Duvido sim dos que não ficam um pouco em si, mergulhados, imersos, centrados, costurando as palavras com os cílios da agulha, tramando uma figura no pano de prato, uma figura que nunca terá legenda.
Os pensamentos conversam quando paramos de ouvi-los. Cada um é seu próprio amigo em segredo. Solitário, respira-se a medicação do verde, limpa-se os óculos na camisa e sopra-se as lentes. Não é ruim querer ficar em seu canto, com seus hábitos, alargando os chinelos com o uso e desabotoando a boca com chocolate. Não se enxergar como a parte ofendida. Não ser refém do movimento para circular o sangue. O respeito não chega com a cor dos cabelos. A mata fechada tem sua clareira no solo. Assim é possível se preparar para amar mais o que não está na gente.
Nem tudo que é par é completo.
Não sou daqueles que vê alguém isolado e pensa que está infeliz, exilado, apartado da sociedade. Se a pessoa persiste fora do grupo numa festa, no trabalho, numa poltrona, de repente está alegre consigo mesma. Alegre com sua solidão. Há uma necessidade cultural de puxar conversa com quem está calado. Como se a conversa fosse companhia. Como se falar fosse um favor.
Há a necessidade cultural de criticar quem mora com independência, como se fosse falta de opção. Há a necessidade cultural de chamar de coitado ou coitada quem não depende de um telefone para levantar os braços. Há a necessidade cultural de condenar a solteira e logo deduzir que não arrumou namorado por descrédito pessoal. E será que não é escolha?
Na tradição familiar, as tias sofriam o maior dos preconceitos. Só viravam tias por incompetência, caso não casassem. Há uma necessidade cultural de chamar para se divertir um filho que lê um livro no quarto. Será que aquilo também não é diversão? Escutei muito: 'vá brincar lá fora, tem sol'. Dentro não pode ter sol? Duvido sim dos que não ficam um pouco em si, mergulhados, imersos, centrados, costurando as palavras com os cílios da agulha, tramando uma figura no pano de prato, uma figura que nunca terá legenda.
Os pensamentos conversam quando paramos de ouvi-los. Cada um é seu próprio amigo em segredo. Solitário, respira-se a medicação do verde, limpa-se os óculos na camisa e sopra-se as lentes. Não é ruim querer ficar em seu canto, com seus hábitos, alargando os chinelos com o uso e desabotoando a boca com chocolate. Não se enxergar como a parte ofendida. Não ser refém do movimento para circular o sangue. O respeito não chega com a cor dos cabelos. A mata fechada tem sua clareira no solo. Assim é possível se preparar para amar mais o que não está na gente.
Nem tudo que é par é completo.
junho 14, 2009
Petição pra Santo Antônio
13 de junho é dia de Santo Antônio. Isso mesmo: 1 dia depois do dia dos namorados. Por que será, né?(rs). Resolvi pedir. Pedir não; peticionar, pois assim ele é obrigado a despachar (nem que seja pra negar meu pedido, rs).
Excelentíssimo Senhor Sua Santidade Santo Antônio, santo casamenteiro
Luísa Desinteressada Campos, brasileira, SOLTEIRA*, desinteressada, residente e domiciliada neste blog, vem relatar e pedir o que se segue:
* que ainda não casou
A requerente, hoje com 25 anos (e pelos próximo 5 também), está inserida em uma sociedade maluca, na qual, atualmente, as mulheres resolveram ocupar o papel de homens e, por conseguinte, passaram a agir como tais. As mulheres solteiras se tornaram verdadeiros mocinhos: mascam, pedem telefone, chegam junto, buscam e levam em casa, pegam 2, 3, 4 ao mesmo tempo, configurando verdadeira concorrência desleal (piriguetagem) em relação às demais mocinhas, que, como a ora requerente, não conseguem fingir que são homens (pois são mocinhas) e acabam ficando pra tia!
A regra é clara! Homem casado não vale, puxar cabelo da outra não vale, furar o olho muito menos!!! Mocinho que tem namorada não conta (vê lá se eu quero ser a outra, rs) e mocinho separado e com filho pequeno é sacanagem.... Homem que não gosta de mulher só serve pra ser amigo, viu? Sobrou o quê? hehehe
Aceitável seria mocinho separado, sem filhos OU mocinho solteiro. Ambos sem crise de "quero ficar solteiro" e sem mãe maluquete da família das najas, viu? Ah! Mocinho com ex-namorada possessiva que acha que ainda namora o mocinho solteiro chuta que é macumba!!!
Diante do exposto, requer:
- Sejam providenciados mocinhos decentes, bonitinhos (não precisa ser maravilhoso não), limpinhos, cheirosos, de boa índole e profissão certa para todas as mocinhas solteiras (da categoria das não-piriguetes).
- Seja oficiado Santo Expedito, padroeiro das causas impossíveis, para que tome conhecimento da extensão do pedido acima.
- Seja oficiada Nossa Senhora Desatadora de Nós pra dar um "help" e agilizar os procedimentos.
Nestes termos, pede e espera deferimento (já adiantando que, em caso de indeferimento, haverá Apelação -no sentido não jurídico da palavra e Vossa Santidade passará o resto do ano de cabeça pra baixo...hehehe)
BH, 13 de junho. Dia de Santo Antônio!
Excelentíssimo Senhor Sua Santidade Santo Antônio, santo casamenteiro
Luísa Desinteressada Campos, brasileira, SOLTEIRA*, desinteressada, residente e domiciliada neste blog, vem relatar e pedir o que se segue:
* que ainda não casou
I - DOS FATOS
A requerente, hoje com 25 anos (e pelos próximo 5 também), está inserida em uma sociedade maluca, na qual, atualmente, as mulheres resolveram ocupar o papel de homens e, por conseguinte, passaram a agir como tais. As mulheres solteiras se tornaram verdadeiros mocinhos: mascam, pedem telefone, chegam junto, buscam e levam em casa, pegam 2, 3, 4 ao mesmo tempo, configurando verdadeira concorrência desleal (piriguetagem) em relação às demais mocinhas, que, como a ora requerente, não conseguem fingir que são homens (pois são mocinhas) e acabam ficando pra tia!
II - DO DIREITO
A regra é clara! Homem casado não vale, puxar cabelo da outra não vale, furar o olho muito menos!!! Mocinho que tem namorada não conta (vê lá se eu quero ser a outra, rs) e mocinho separado e com filho pequeno é sacanagem.... Homem que não gosta de mulher só serve pra ser amigo, viu? Sobrou o quê? hehehe
Aceitável seria mocinho separado, sem filhos OU mocinho solteiro. Ambos sem crise de "quero ficar solteiro" e sem mãe maluquete da família das najas, viu? Ah! Mocinho com ex-namorada possessiva que acha que ainda namora o mocinho solteiro chuta que é macumba!!!
III - DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
- Sejam providenciados mocinhos decentes, bonitinhos (não precisa ser maravilhoso não), limpinhos, cheirosos, de boa índole e profissão certa para todas as mocinhas solteiras (da categoria das não-piriguetes).
- Seja oficiado Santo Expedito, padroeiro das causas impossíveis, para que tome conhecimento da extensão do pedido acima.
- Seja oficiada Nossa Senhora Desatadora de Nós pra dar um "help" e agilizar os procedimentos.
Nestes termos, pede e espera deferimento (já adiantando que, em caso de indeferimento, haverá Apelação -no sentido não jurídico da palavra e Vossa Santidade passará o resto do ano de cabeça pra baixo...hehehe)
BH, 13 de junho. Dia de Santo Antônio!
junho 07, 2009
Dia dos EX-namorados

Quantos ex-namorados é possível encontrar numa festa em noite de sábado???
Cheguei à festa. Junina. Comidinhas típicas e não típicas (sorvete? melhor водки ... tá friiiiiiio!).
O povo chegou e eu tive a brilhante/fracassante ideia de parar próximo à entrada pra esperar nossos amigos retardatários. Rússia pra lá, Rússia pra cá. Me vem o insight/nightmare: hoje é dia de encontrar eeeeex-mocinho (nem tão mocinho assim). Olha o caracol!!!!!!!
Minhas amigas acham que eu sou bruxa (meus ex-mocinhos têm certeza, rs). Fato é que, 15 minutos (e duas водки depois), dei de cara com o dito cujo. Ele prostrou. Será que eu meto medo? Qual é? Vai cumprimentar ou não vai? Nada contra nem a favor, mas fica feio fingir que não viu (vou achar que você ainda é apaixonado por mim, mocinho). A mocinha a tiracolo é bonita, verdade seja dita (cabelo preto comprido igual ao meu, anos atrás - deu de mil em mim, rs). Mas o moço engasgou. Ainda bem que tem minha amiga pra desengasgá-lo, rsrsrsrs. E olha o tour!
Bem, vamos sair daqui antes que eu dê de cara com mais alguém (a porta é um perigo! rs).
Amigos chegaram, todo mundo perdido. Бог благословит водки! (aprendam russo, rs)
Amiga, vamos comer, pois, se eu beber mais, vou ter que ir embora muito cedo. водки! Mais uma ideia fracassada, rs. мой взгляд, играет сегодня трюки. Segundo ex-mocinho da noite - pelo menos esse é mais normal. Coisa interessante: Dia dos ex-namorados! E o mocinho veio ME contar que EU estou namorando. (que foi??? desinteressadas também namoram, rs) Que EU estou namorando eu sei, querido! Quero saber é como é que você sabe! Ah! Já sei! Andou fuçando meu orkut, né? BH realmente é um ovo! Acho que a mocinha a tiracolo não gostou de mim não... Sabe aquelas comunidades do orkut em que colocam a pessoa com um laser saindo dos olhos? Então: "Mocinha with lasers". Fazer o que, né? Olha a cooooobra! É mentiiiiiiira!
A parte boa: os amigos do Loyola. Obrigada pelo carinho. Mimi, mantenha a compostura, please. Isso aqui é um blog de respeito, rs. E vamo qui vamo!
водки demais dá é nisso! Fila no banheiro. E não é que o 3º ex-mocinho estava lá? Plantado, criando raízes. Eu tenho minhas dúvidas se ainda lembra meu nome (Como é que eu chamo mesmo, filhinho? rs). A ponte caiu! Não é mentira não!rsrsrsrs... Vou ali, bom te ver. A mocinha a tiracolo não tem nada a ver comigo (interessante...). Assombração sabe pra quem aparece, rs!
Chega de festa! Vou é rezar pra Santo Antônio pra ver se dessa vez eu desencalho, hehehe. Se quiser ajudar, Vinícius, sinta-se a vontade, rs. Amém!
Deviam criar o dia dos ex-namorados, que é pra gente celebrar todas as maravilhas contidas no nosso currículo...Ou não, rs! Chuta que é macumba! (lembrei de um ex que gosta de chutar as macumbas na praia no reveillon)
Mas a noite de sábado deixou uma conclusão:
Vestidinho Preto R$200
Convite R$120
Banho de sal grosso: R$7,80 (no mercado central)
Encontrar 3 ex-mocinhos, na mesma noite, no mesmo lugar, acompanhados de figuras pitorescas, NÃO TEM PREÇO!!! rsrsrs. Pra todas as outras: dá-lhe водки!!!!
junho 03, 2009
João amava quem mesmo???
"João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."
Drummond
Belíssimo poema. Adoro a perspicácia de Drummond...
Mas, na maioria dos poemas, ninguém tem sogra, rabo preso, falta de atitude, duas caras, desinteresse, etc.
A verdade é que Lili era uma desinteressada de plantão. Saía pra balada com as amigas, que ficaram surpresas ao ver que Lili, pela 1ª vez na vida, não estava namorando ninguém, rs. Numa dessas baladas ela conheceu o tal J. Pinto Fernandes e acabou indo morar com ele (pra ver se dava certo, né?).
O João, coitado, tinha uma mãe dificílima!!! E não amava Teresa coisa nenhuma!!! Estava era dando uns amassos (afinal de contas, ninguém é de ferro, né?). O amor da vida dele era a Lili...
A Lili, muito desinteressada, resolveu que tudo nessa vida tem limite e foi pra balada - onde conheceu o J. P. Fernandes (entenderam?)
A Maria, por sua vez, mesmo sem gostar de Raimundo (que era amigo do J.P. Fernandes), resolveu mudar com ele pro México. Tia coisa nenhuma, rs. Ela gostava era de ser mulher de malandro... E nessa o Joaquim dançou! Maria parou de amá-lo no momento em que desembarcou do avião. Azar dela! Joaquim gostava mesmo era da Lili.
Joaquim, mesmo amando Lili, era um cara sem atitude. Fala sério! Vê se a Lili, toda moderninha, vai ficar com um cara frouxo! Me poupem! (rs)
Raimundo forjou um desastre (pra sair fora da Interpol) e, por isso, foi para o México (com a gripe suína, ninguém iria procurá-lo lá). Mas, mesmo com Maria a tiracolo, ainda ligava pra Lili, sua 1ª namorada e grande amor da sua vida. E a Lili lá... Num interesse que só vendo!
Teresa, "amissíssima" da Lili, tratou foi de apresentar 200 outras amigas pro João. E ele pegou todas! Mas continuou amando Lili, que também o amava, mas tinha noção das coisas, rs.
Todo mundo amava a Lili (gente boa, bonita, educada, inteligente... sabe como é, né? Uma espécie em extinção!). E a Lili casou!!! Adivinhem com quem!!! Nada de J. Pinto Fernandes! Ela casou com José (de papel passado e separação de bens, rs) - o único cara normal da estória.
Porém, antes de casar, ela mandou um bilhetinho pro João, retirado do livro "O Pequeno Príncipe". Lógico que João não entendeu e, como todo homem moderno, guardou no bolso e se resignou. Próxima da filaaaaaaa!!!!!
"A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela." (O Pequeno Príncipe - Saint Exupèry)
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história."
Drummond
Belíssimo poema. Adoro a perspicácia de Drummond...
Mas, na maioria dos poemas, ninguém tem sogra, rabo preso, falta de atitude, duas caras, desinteresse, etc.
A verdade é que Lili era uma desinteressada de plantão. Saía pra balada com as amigas, que ficaram surpresas ao ver que Lili, pela 1ª vez na vida, não estava namorando ninguém, rs. Numa dessas baladas ela conheceu o tal J. Pinto Fernandes e acabou indo morar com ele (pra ver se dava certo, né?).
O João, coitado, tinha uma mãe dificílima!!! E não amava Teresa coisa nenhuma!!! Estava era dando uns amassos (afinal de contas, ninguém é de ferro, né?). O amor da vida dele era a Lili...
A Lili, muito desinteressada, resolveu que tudo nessa vida tem limite e foi pra balada - onde conheceu o J. P. Fernandes (entenderam?)
A Maria, por sua vez, mesmo sem gostar de Raimundo (que era amigo do J.P. Fernandes), resolveu mudar com ele pro México. Tia coisa nenhuma, rs. Ela gostava era de ser mulher de malandro... E nessa o Joaquim dançou! Maria parou de amá-lo no momento em que desembarcou do avião. Azar dela! Joaquim gostava mesmo era da Lili.
Joaquim, mesmo amando Lili, era um cara sem atitude. Fala sério! Vê se a Lili, toda moderninha, vai ficar com um cara frouxo! Me poupem! (rs)
Raimundo forjou um desastre (pra sair fora da Interpol) e, por isso, foi para o México (com a gripe suína, ninguém iria procurá-lo lá). Mas, mesmo com Maria a tiracolo, ainda ligava pra Lili, sua 1ª namorada e grande amor da sua vida. E a Lili lá... Num interesse que só vendo!
Teresa, "amissíssima" da Lili, tratou foi de apresentar 200 outras amigas pro João. E ele pegou todas! Mas continuou amando Lili, que também o amava, mas tinha noção das coisas, rs.
Todo mundo amava a Lili (gente boa, bonita, educada, inteligente... sabe como é, né? Uma espécie em extinção!). E a Lili casou!!! Adivinhem com quem!!! Nada de J. Pinto Fernandes! Ela casou com José (de papel passado e separação de bens, rs) - o único cara normal da estória.
Porém, antes de casar, ela mandou um bilhetinho pro João, retirado do livro "O Pequeno Príncipe". Lógico que João não entendeu e, como todo homem moderno, guardou no bolso e se resignou. Próxima da filaaaaaaa!!!!!
"A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola, disse por fim. Peço-te perdão. Trata de ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, inteiramente sem jeito, com a redoma no ar. Não podia compreender essa calma doçura.
- É claro que eu te amo, disse-lhe a flor. Foi por minha culpa que não soubeste de nada. Isso não tem importância. Foste tão tolo quanto eu. Trata de ser feliz... Mas pode deixar em paz a redoma. Não preciso mais dela." (O Pequeno Príncipe - Saint Exupèry)
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